Cooperativa Autogestionária de Bioconstrutorxs – (Re) construindo vida

O membro da Ikobé, Lucas Ciola concedeu entrevista ao jornal Estadão sobre uma importante estratégia de reuso da água nos espaços urbanos: Filtro Biológico de tratamento de águas cinzas associado a um lago de carpas no espaço Casa do Alpendre.

(…) “Educador ambiental, o morador Lucas Ciola, de 30 anos, desenvolveu um sistema de filtragem de água com cinco etapas. Da pia, a água escorre por um cano até um galão cheio de fungos e bactérias que consomem a poluição e a transformam em nutrientes. Dali, a água vai para uma caixa com carvão, brita e plantas, que assimilam a poluição como se fosse adubo.

A penúltima etapa é uma caixa d’água com plantas que filtram metais pesados e peixes que comem resíduos sólidos. “Cada caixa é um ecossistema”. Por fim, a água cai em um lago criado no quintal, onde carpas nadam tranquilamente. “Entro nessa água todo dia. Com ela, cultivo alface, almeirão e outras hortaliças hidropônicas”, afima Ciola.” (…)

 

Para ler a matéria completa, acesse o link abaixo:

http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,filtragem-cria-lago-de-carpas-com-agua-da-pia-imp-,1579043

 

Maiores informações sobre a Casa do Alpendre AQUI

 

Assista aqui o vídeo com a entrevista:

Como não conseguimos arrecadar o valor do custo da construção do telhado com as inscrições até o momento, resolvemos adiar o curso. Assim que tivermos uma nova data faremos nova divulgação.

cartaz-

A Ecovila Tibá, em parceria com a Ikobé – Cooperativa de Bioconstrução, vem oferecer o curso teórico e prático de Telhado Verde.

O Telhado Verde é uma técnica de arquitetura muito difundida na Europa, em especial nos países escandinavos, que consiste na aplicação de uma camada de solo e vegetação sobre a cobertura impermeável de residências. As principais vantagens são o grande conforto térmico e acústico, incremento de biodiversidade, apelo estético e compensação parcial da área impermeável ocupada pela construção. Portanto, uma técnica muito apropriada também à nossa realidade tropical, buscando uma relação mais harmoniosa entre o ambiente e a residência.

O curso acontecerá nos dias 31/10 (sexta-feira) à 03/11 (segunda-feira), nas dependências da Ecovila Tibá (São Carlos/SP).

A contribuição será de R$ 250,00 que inclui café da manhã, almoço, jantar e hospedagem no campping.

Traga sua barraca e o que precisar para ficar nela. Não importa o calor que fizer, traga seu cobertor. São Carlos é a “cidade do clima”.

Inscrições abertas aqui

Vagas limitadas. Garanta já a sua.

Programação

1º Dia

  • Introdução e aula teórica sobre a técnica.
  • Construção da estrutura de madeira do telhado.

2º Dia

  • Finalização da estrutura de madeira.
  • Montagem das camadas do telhado verde.

3º Dia

  • Continuação da montagem do telhado verde.

4º Dia

  • Finalização/plantio e acabamento.

Fossa Séptica Biodigestora

fossa biodigestora

 

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e o Abastecimento, a agricultura de base familiar reúne 14 milhões de pessoas, mais de 60% do total de agricultores, e detém 75% dos estabelecimentos agrícolas no Brasil. É comum nessas propriedades o uso de fossas rudimentares (fossa “negra”, poço, buraco, etc.), que contaminam águas subterrâneas e, obviamente os poços de água, os conhecidos poços ”caipiras”. Assim, há a possibilidade de contaminação dessa população, por doenças veiculadas pela urina, fezes e água, como hepatite, cólera, salmonelose e outras.

O processo de biodigestão de resíduos orgânicos é bastante antigo, sendo que a primeira unidade foi instalada em Bombaim, na Índia em 1819; na Austrália uma companhia produz e industrializa o metano a partir de esgoto desde 1911. A China possui 4,5 milhões de biodigestores que produzem gás e adubo orgânico, sendo que a principal função é o saneamento no meio rural (http://www.cdcc.sc.usp.br/escolas/juliano/biodiges.html#6). No Brasil, a ênfase para os biodigestores foi dada para a produção de gás, com o objetivo de converter a energia do biogás em energia elétrica através de geradores. Isso permitiu melhorar as condições rurais, como por exemplo o uso de ordenhadeiras na produção de leite, e outros benefícios que podem ser introduzidos. Esse processo realiza-se através da decomposição anaeróbica da matéria orgânica digerível por bactérias que a transforma em biogás e efluente estabilizado e sem odores, podendo ser utilizado para fins agrícolas. As fases do processo constam de: fase de hidrólise enzimática, ácida e metanogênica (Olsen & Larsen, 1987), as quais eliminam todo e qualquer elemento patogênico existente nas fezes, devido principalmente, à variação de temperatura. Com isso, o processo de biodigestão de resíduos orgânicos é uma possibilidade real a ser considerada para a melhoria do saneamento no meio rural.

A Fossa Séptica Biodigestora é uma tecnologia desenvolvida na Embrapa – Instrumentação, localizada em São Carlos-SP e busca, através de materiais de fácil acesso, reverter o quadro de contaminação de águas e solos por meio de uma metodologia de fácil compreensão.

Para maiores informações sobre o processo de construção, materiais, passo-a-passo, acessem o link AQUI

 

Fonte: http://www.cnpdia.embrapa.br/produtos/fossa.html

habis

O HABIS (Grupo de Pesquisa em Habitação e Sustentabilidade) iniciou suas atividades em 1993, desenvolvendo estudos com madeira de plantios florestais aplicados em projetos habitacionais diversos, com a intenção de transferir diretamente para a realidade os conhecimentos produzidos pela Universidade. Entre 1993 e 2000 o Grupo (que nesta época se chamava GHab) esteve diretamente envolvido com a produção de conhecimento e a transferência de tecnologia juntamente com a formação de profissionais ligados à cadeia produtiva da madeira, acumulando experiências em processos e produtos utilizando este material, a partir da concepção estrutural e espacial, experimentação em laboratório (ensaios, protótipos) e produção piloto na realidade social.

A partir de 1997 novas discussões foram incorporadas no Grupo, principalmente no que diz respeito à sustentabilidade e as suas dimensões técnica, ambiental, social, econômica e geográfica. A intenção era operacionalizar e construir o conceito de sustentabilidade na ação do Grupo, a partir de sua permanente avaliação.  A primeira experiência neste sentido foi o desenvolvimento dos protótipos 001 e 002, duas unidades experimentais de habitação de interesse social, onde foram tratadas questões como forma, espacialidade, conforto, e uso de materiais disponíveis regionalmente. Ao propor o uso de materiais locais, além da madeira, o Grupo passou a estudar e desenvolver técnicas e sistemas construtivos em terra crua, como por exemplo, terra-palha, adobe e taipa de mão.

A partir do ano 2000, com uma mudança na coordenação, o Grupo passou a se denominar HABIS. A dimensão política da sustentabilidade foi então incorporada ao Grupo, com projetos que buscavam interagir diretamente com órgãos municipais e população necessitada, pensando em desenvolvimento territorial e políticas públicas. Esta linha de ação reformulada incorporou ao HABIS outras preocupações, como processos participativos autogeridos, economia solidária e geração de trabalho e renda, tendo a pesquisa-ação como estratégia de pesquisa. Esta reformulação também demarcou outro momento na história de atuação do HABIS, momento em que o diálogo e a construção conjunta de saberes se tornaram imprescindíveis.

Buscando viabilizar um projeto neste sentido, com o apoio da FAPESP, a partir de 2000 foram realizadas diversas discussões com a prefeitura de Itararé – SP, situada em uma das regiões de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado de São Paulo, e de maior taxa de ocupação do solo com plantios florestais em pinus e eucalipto. A parceria com a prefeitura de Itararé não se viabilizou, mas abriu espaço para a experiência no assentamento rural Pirituba II, na mesma região, onde foi realizado o Projeto Inovarural (Itapeva / SP), a partir de 2002. Com os recursos para o financiamento habitacional oriundos de um convênio CAIXA / INCRA, foram construídas 42 unidades habitacionais no assentamento rural Pirituba II (Itapeva/SP), contando com a participação das famílias nas etapas de organização, projeto e construção. Neste assentamento foi possível a construção de uma habitação em adobe e o desenvolvimento de um sistema de cobertura utilizando madeira de rejeito comercial resultante de florestas plantadas. Além disso, durante o desenvolvimento do Projeto Inovarural, o HABIS implantou uma marcenaria no assentamento, em parceria com a INCOOP/UFSCar.  Esta marcenaria foi responsável pela fabricação do sistema de cobertura de todas as casas do assentamento, bem como das janelas, e vem se consolidando enquanto empreendimento coletivo autogestionário.

Nesta mesma linha de atuação, em 2006, o HABIS assume a coordenação de mais um projeto habitacional em assentamento rural, o Sepé Tiaraju (Serra Azul/SP), onde estão sendo construídas 77 unidades habitacionais, também com recursos do convênio CAIXA / INCRA, e com o envolvimento dos assentados na construção e gestão da obra. Neste assentamento foi possível uma ampliação das técnicas construtivas em terra, o desenvolvimento de outro sistema de cobertura adaptado às condições locais, a implantação de sistema de tratamento de efluentes utilizando a fossa séptica e o círculo de bananeiras, com auxílio financeiro da FUNASA, além de técnicas de compostagem, bombeamento de água com uso de energia eólica, coleta e armazenamento de água de chuva.

Estas duas experiências têm trazido para o HABIS a oportunidade de desenvolver inúmeras pesquisas relacionadas ao tema da habitação social em assentamentos rurais, habitação em seu sentido mais amplo (casa e entorno), além de outros temas, como sistemas construtivos mais sustentáveis, processos construtivos participativos, saneamento ambiental e empreendimentos solidários.

O HABIS desenvolve suas pesquisas desde 1998 utilizando o espaço de uma das edificações experimentais (Unidade 002), construída em área próxima ao Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU), Campus 1 da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos. O HABIS possui uma coordenação colegiada, formada pela Profa. Assoc. Akemi Ino, do IAU-USP, e pelo Prof. Dr. Ioshiaqui Shimbo, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Entre os seus integrantes encontram-se professores, alunos de graduação e pós-graduação, pesquisadores de pós-doutorado e profissionais ligados a diferentes instituições e universidades. Tem como principais parceiros pesquisadores do Departamento de Engenharia Civil – DECiv/UFSCar, Laboratório de Madeira e Estruturas de Madeira – LaMEM/SET/EESC-USP, Incubadora Regional de Cooperativas Populares – INCOOP/UFSCar, Departamento de Ciências Florestais – ESALQ /USP,  Faculdade de Engenharia de Bauru – FEB/UNESP, e a Escola de Engenharia Florestal Madeireira – UNESP/Itapeva.

O HABIS realiza diversas pesquisas em nível de iniciação científica, mestrado, doutorado, pós-doutorado, simultaneamente a intervenções em assentamentos rurais e urbanos. As pesquisas resultam em desenvolvimento de processos e produtos de componentes construtivos, de construção de edificações, de implantação de estruturas de saneamento e, principalmente, a sistematização dos processos participativos coletivos visando a troca e constituição de saberes compartilhadas com as comunidades onde atua.
Também organiza workshops e seminários convidando especialistas nacionais e estrangeiros, e recebe estudantes de diferentes partes do mundo para programas de intercâmbio.

fonte: http://www.iau.usp.br/pesquisa/grupos/habis/habis.html

Para maiores informações sobre o trabalho do HABIS, acesse o LINK ou através dos endereços abaixo:

Endereço:
USP São Carlos – Campus 1
Próximo ao Instituto de Arquitetura e Urbanismo

Av. Trabalhador São-carlense, 400, Pq Arnold Schimidt
CEP: 13566-590 – São Carlos – SP – Brasil

Telefone: (16) 3373-9304

E-mail: grupohabis@gmail.com

Cartilha de Bioconstrução

O Ministério do Meio Ambiente produziu em 2008 uma cartilha de um curso introdutório à Bioconstrução.

A cartilha está disponibilizada na íntegra para download no site Arquitetura Sustentável e pode ser acessada clicando na imagem abaixo.

 

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Boa leitura!!

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